O desenvolvimento e a preservação ambiental: como conciliar interesses em conflito?  escrito em domingo 09 novembro 2008 10:30

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Autor: Enzo Ferri

 

O uso dos recursos naturais no futuro está ameaçado porque a sociedade humana, ao mesmo tempo, reduz a biodiversidade e acelera o ritmo de mudanças na Terra. Como disse o pesquisador norte-americano Edward Wilson, da Universidade Harvard, um dos primeiros biólogos a utilizar o termo biodiversidade, em 1988: “Não levar a riqueza natural a sério é um erro estratégico, que será cada vez mais lamentado”. Em 2005, diagnósticos solicitados pela ONU sobre a saúde do ecossistema do mundo e sua relação com a manutenção da vida humana, revelaram que o pesquisador estava certo.

Instituições e governos agora tentam encontrar uma maneira eficiente e bem planejada de reduzir o ritmo da degradação ambiental. Naturalmente, o problema é antigo e vem desde a expansão das grandes civilizações na Antiguidade, quando as florestas e fontes de água começaram a ser destruídos para a instalação de lavouras. Com a Revolução Industrial, o número de seres humanos multiplicou-se e esse aumento na quantidade de seres humanos e de suas atividades teve um grande impacto sobre o meio ambiente. A diversidade de vida na Terra diminuiu. Em menos de duzentos anos, o planeta perdeu seis milhões de quilômetros quadrados de florestas. Há uma grande quantidade de terras desgastadas pela erosão e o volume de sedimentos nos rios cresceu três vezes nas principais bacias e oito vezes nas bacias menores e mais utilizadas. Os sistemas atmosféricos foram perturbados, gerando uma ameaça ao padrão climático; a poluição invadiu nosso ar, nossa terra e nossa água e tornou-se uma ameaça crescente à saúde.

O desenvolvimento não pode ser sustentado com uma base de recursos naturais deteriorados, e o meio ambiente não pode ser protegido quando os projetos teimam em não levar em consideração o preço da destruição ambiental e em dispor de recursos para preveni-la. Para que as economias nacionais cresçam e sejam promissoras, os recursos naturais devem ser conservados.

Este objetivo pode ser alcançado através do desenvolvimento sustentável, um programa que satisfaz hoje as necessidades dos indivíduos, sem destruir os recursos que serão necessários no futuro, baseado em planejamento a longo prazo e no reconhecimento de que, para manter o acesso aos recursos que tornam a nossa vida diária possível, devemos admitir os limites de tais recursos.

O desenvolvimento sustentável apóia-se no reconhecimento de: a) qualidade ambiental e desenvolvimento econômico estão ligados, e o desenvolvimento e a economia devem estar integrados desde o início dos processos de formulação de decisões; b) desgastes ambientais estão inter-relacionados como, por exemplo, a derrubada de árvores que implica não apenas destruição de florestas, mas, também, uma aceleração da erosão do solo e assoreamento de rios e lagos; c) problemas econômicos e ambientais estão relacionados a muitos fatores sociais e políticos e o rápido crescimento populacional, que causa um profundo efeito no desenvolvimento e meio ambiente em muitas nações, é ocasionado, em parte, pela posição inferior das mulheres em tais sociedades; d) ecossistemas, poluição e fatores econômicos não respeitam fronteiras nacionais, tornando críticas a comunicação e cooperação internacionais.

Um exemplo disso, foi apresentado na reportagem do Globo Rural de domingo, dia 26 de outubro de 2008, um grande exemplo de conservação hídrica, este ocorre em Nova York, Estados Unidos, a qual não possui estações de tratamento de água, só de filtragem. As pessoas bebem água pura da montanha e direto da torneira. Para que isso fosse possível, o governo de Nova York investe nas fazendas que beiram o rio e seus afluentes que abastecem a cidade, proibindo qualquer tipo de poluição por parte dos proprietários rurais. Esse sistema tornou-se mais lucrativo, pois despensa o uso de produtos químicos para o tratamento da água, principalmente o cloro e o flúor, os quais são nocivos à camada de ozônio.

 

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Violência contra os animais.  escrito em quarta 05 novembro 2008 16:36

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VIOLÊNCIA CONTRA OS ANIMAIS

Autor: Eduardo Giraldello.

Resumo

Pretende-se com esse artigo fazer com que haja uma reflexão maior sobre esse assunto na sociedade, forçando o leitor a pensar e desse modo encontrar maneiras de combater esse tipo de violência.Sob diferentes enfoques vários pontos a serem comentados.De início logo tratamos da relação da violência animal com a doméstica, tradições e atos de  torturas, violência psicológica contra animais testes de laboratórios além de um relato interessante sobre uma visita a um abatedouro.Objetivando um maior debate, esses temas servem para esclarecer as pessoas sobre a matéria e assim contribuir para um maior debate.

Introdução

Todos sabemos da importância que os animais têm para o homem, seja para a alimentação, vestimenta, ou mesmo para a manutenção da vida no Planeta.Ainda mais nós brasileiros que ouvimos e vemos a todo tempo notícias, reportagens, matérias que falem sobre o assunto e da importância deste para a sociedade brasileira.

Muito embora, sabendo do que se trata o assunto acima, muitas pessoas no Brasil não têm essa consciência.Por esse motivo é visto por ai muitas atrocidades cometidas contra esses seres vivos.Muitas vezes quem pratica esses atos violentos são os próprios donos, quem a princípio deveriam protegê-los, o proprietário que usa de meios angustiantes e extremamente dolorosos para sacrificar seus animais(no caso dos animais de corte), além de algumas vezes serem muito demorados.Para se ter uma idéia é costume em algumas fazendas a castração de bois através da imobilização total por uma corda e com uma marreta de tamanho pequeno esmaga-se os testículos do bovino, e”como fundo musical” ouve-se os gemidos desse ser provindos de sua enorme dor, e isso é só para citar um exemplo.

Há áreas muito delicadas para se falar,de um lado os protetores dos animais do outro cientistas que fazem experimento com animais, entre os donos de frigoríficos  e seus antipatizantes, tradições populares.Até mesmo temas sociais como a relação entre violência doméstica e maus-tratos contra os animais.São questões interessantes que trataremos a seguir.

Violência em potencial

Segundo alguns estudos nos EUA há uma ligação entre violência contra animais e contra os humanos ,principalmente nos lares.Sabe-se que um tempo antes da violência contra crianças ou mulheres, há sempre um caso de crueldade e  maus-tratos aos animais.Isso mostra quão séria é essa violência contra animais domésticos.O que parece, é que é bem mais do que não gostar ou ter repulsa desses bichos, no entanto mostra-se um indicativo de violência doméstica em potencial.Em 1999 uma criança foi morta por espancamento no estado da Filadélfia EUA .Meses antes haviam-se feito denúncias a respeito de abusos contra o cão da família(1).É  um exemplo e muito mais constante do que parece, em pesquisa realizada por Deviney, Dickert& Lockwood, 1983, os abusos com animais ocorreram em 88% dos lares em que houve abusos com pessoas(1).

Se pararmos para pensar, essa ligação entre dois tipos de violência é correspondente aqui no Brasil. Eu mesmo já tinha ouvido falar a respeito de algum chefe de família agressor que costumava maltratar seus animais domésticos.Claro que não podemos generalizar totalmente e  dizer que todo aquele quem fere um animal será um agressor de seres humanos. Entretanto pode ser um indício de falta de respeito com a vida  sob qualquer de suas formas.Se hoje talvez faça com um animal alguma maldade a ponto de se tornar hábito, há uma chance de acontecer com alguma pessoa mais tarde, e ai pode ser tarde demais!Pois muita gente  “perde sua vida em casa”.

Tradição?

Uma das tradições populares mais polêmicas é a farra do boi no litoral de Santa Catarina.Muitos ambientalistas e defensores dos animais criticam essa festa que eles  vêem como crueldade.

Credita-se sua criação aos descendentes de açorianos, predominantes no litoral catarinense(2).Ocorre com  mais freqüência na época da páscoa, tendo seu ápice na sexta-feira santa.Alguns proprietários doam seus bois, que antes do evento é fechado sem comida por vários dias, no entanto coloca-se alimento e água em um lugar que possa ser visto pelo animal;tal situação põe-o em desespero.Depois de terminado o confinamento, solta-se o boi  e ele é perseguido com paus, facas, bambus, chicotes, por pessoas de todo o tipo –homens, mulheres e crianças – e perseguem-no que no desespero de fugir, corre em direção ao mar e acaba de afogando(3).

Muitas vezes durante a perseguição segundo fontes da wspa-Brazil afirma ter visto animais banhados em gasolina e depois incendiados, pimenta nos olhos deles que geralmente são arrancados .Geralmente dura três ou mais dias de perseguição.Depois de morto a carne é dividida entre os participantes(3).

Segundo alguns é uma analogia à Paixão de Cristo, onde o boi representaria Judas.Outros dizem que o boi seria o Diabo e dessa forma estariam se livrando de seus pecados(2).

A que ponto uma tradição cultural pode intervir na vida animal?Porque simplesmente não abate-se o boi para comerem como em outra  festividade qualquer.Toda pessoa sabe que um animal, seja bovino ou qualquer outro sofre dor, fome, sede e medo de morrer como nós humanos sentimos.Talvez seria necessário perguntar, e se alguns deles estivesem lá, sentindo o mesmo que o boi sentiu, iriam gostar?Por que não fazem um boneco representando algo, mas não um ser vivo que mereça respeito.

Esse é apenas um dos casos que acontecem no país.E quanto à tradição de torturar animais que passa de pai para filho dentro dos lares.É muito comum os proprietários de algumas casas quando vêem gatos passando no seu telhado ou fazendo sujeira, ou defecando no quintal, pegarem o animal e depois  o espancam, torturam-no porque o seu pai fazia isso também.Animais não são seres racionais e portanto acabam fazendo  coisas que os humanos não gostam, pois só tem uma alternativa a seguir: seus instintos.E nós humanos racionais com várias alternativas melhores, simplesmente seguimos nosso instinto de raiva e os matam.

Violência psicológico

Quem já não ouviu no rádio ou viu na TV um ataque de cachorro,principalmente  Pitt Bull  ao seu próprio dono.No entanto não é a raça, nem o cão em si que é o culpado.Por ignorância da parte de alguns donos eles são instigados à agressividade excessiva através’ não raro de estresse grandes, e o         que é pior às vezes sem comida.Esta é uma combinação que pode ser fatal, para ambos.

Há um tempo atrás foi discutido a possibilidade de castração generalizada de três raças:Pitt Bull, Rotweiller e Mastin Napolitano por serem consideradas perigosas.O que gerou revolta por parte de alguns proprietários.Na verdade o que há é que uma minoria mau-trata psicologicamente seus animais a ponto de ficarem agressivos e atacarem muitas vezes pesoas, fazendo com que a sociedade veja essas raças com repulsa.O que teria que haver é um controle maior de quem possui um cachorro desse porte e talvez até um”acompanhamento”, principalmente em questões físicas e psicológicas.Um animal sem essas condições torna-se muito agressivo.

Testes de laboratório

Uma das questões que geram mais polêmica são os testes de laboratórios.Temos ciência de que esses procedimentos nos são muito úteis com o interesse de tratar doenças e outros problemas.No entanto alguns deles podem causar sofrimento desnecessário.

“O problema é que cerca de 80 % desses testes é feita sem anestesia , ou usando uma vida, quando há alternativas para se realizá-los sem animais, segundo o biólogo Sérgio Greif, autor do livro “Alternativas ao uso de animais vivos na educação”.Os testes em animais causam dores extremas, cegueira e morte”(4), como diz certo artigo.E continua descrevendo algumas formas de experimentação., como por exemplo”na indústria da beleza, são usados hamsters, porquinhos-da-índia, ratos e coelhos.Para testar xampus ou sabonetes, esses animais sofrem irritação na pele e outros tipos de infecções”(4).

Um dos métodos mais cruéis que já foram feitos é a cãmara de internação ou calor radiante, em que gatos, coelhos e cães são expostos à temperatura de mais de 70°c para determinar a resistência do organismo a altas temperaturas e obter dados sobre o comportamento do   corpo quando em febre.A maioria desses animais morre nas primeiras sessões ou é sacrificada(4).Imaginem seus gritos desesperados.

No entanto a maioria das vacinas são feitas através de procedimentos com animais.Como por exemplo temos o soro antiofídico a antitetânica entre outras.

Discute-se atualmente uma eliminação ou minimização máxima da utilização desses animais. Isto porque algumas empresas estão conseguindo sem o uso deles.Como vimos algumas experiências, senão todas, trazem muitos prejuízos ao animal.Como no caso dos cosméticos,interessante ponderarmos, será que a beleza hoje em dia vala mais que a vida de milhares de animais?Ou como citado acima, não há uma outra forma de conseguir os mesmos resultados?

Por tudo isso é que este assunto é tão contraditório, ao mesmo tempo que prejudica nos ajuda a combater doenças.

Entre as novas alternativas de pesquisa científica feitas podemos citar:o uso de células “in vitro”, microorganismos, animais invertebrados, modelos matemáticos etc(5).

Os obscuros matadouros

Matadouro é o lugar onde são mortos os animais que foram selecionados para o abate a fim de comercializar sua carne e ou o que for útil.Não sei quanto a vocês mas eu nunca entrei em um. E confesso que não tenho a menor curiosidade.A seguir vai um relato do biólogo Sérgio Greif, da Sociedade Vegetariana Brasileira.Vou tentar resumir ao máximo a fim de não alongar demais o assunto.

Ele começa nos falando sobre como a indústria de carnes fetichisa a mercadoria com animais bonitinhos, felizes e sorridentes, fazendo-nos acreditar que eles tiveram uma vida feliz, uma morte rápida e indolor.

Em sua descrição conta que os bois primeiramente são levados  em caminhões de trasnsporte de gado com 12 animais dentro. Sentindo com certeza algum desconforto.Na chegada ao matadouro, que pode levar horas até lá se o local de onde vieram for longe, o gado é  retirado a chutes e pontapés em um terreiro cercado, ficam ali algumas horas, pois os abates são geralmente de madrugada.Por causa do horário Greif não viu, mas tem quase certeza que do terreiro os animais são enfileirados num corredor que os leva à sala onde serão  abatidos .Em seguida nos conta já como os animais estão estressados pois ouvem os gritos, sentem o cheiro de sangue e vêem muitos bois serem mortos!Segundo o relator,seus olhos  aparecem saltados na órbita além de mugirem desesperadamente.O animal se recusa a ir para frente, mas o outro boi atrás e os chutes e descargas elétricas o fazem ir adiante.Imaginem o medo correndo em suas veias!Prosseguindo o relato, os bois finalmente entram na sala do abate onde presenciam tripas pelo chão e alguns de seus  companheiros pindurados, fatiados.Ele tenta escapar, mas a parede de aço o impede.A partir daí o animal parte para a chamada insensibilização.No matadouro em que Greif  esteve este processo era feito por uma pistola pneumática disparada na cabeça dos bois a fim de paralisá-lo, ele conta  que em alguns casos ainda  se usa um marreta.A pistola  pneumática dispara uma vareta metálica no crânio do animal até o cérebro.Dizem que é um método” humanitário segundo o autor pois o bovino permanece desacordado e não sofre dor  pelo resto do processo.Entretanto ele nos relata que não há como se ter certeza disso pois o animal não parece desacordado e sim atordoado e impossibilitado de reagir.Algumas vezes, um mesmo animal precisa ser insensibilizado mais de uma vez, o que segundo o relator não mostra ser um método “humanitário” nem indolor.O próximo passo é pendurar o animal de cabeça para baixo suspenso por duas patas traseiras.Possivelmente  nesse momento o animal rompa alguns ligamentos e destronque alguns membros devido ao seu peso.No momento que o animal é suspenso Greif percebe que sua cabeça ainda se move, os funcionários dizem que são espasmos que o animal já não pode sentir .No entanto os olhos ainda piscam, a língua se mexe tentando conter  o vômito e puxar para dentro o ar .Ele termina a frase com uma pergunta:Este animal não está sentindo dor?(6). E ele ainda prossegue com seu relato mas o que nos interessa já foi descrito.

É uma questão para refletir, para algumas pessoas isto que foi descrito vai ser considerado crueldade, já para outras não.Claro, tem-se que considerar que não é muito agradável para o gado quanto para qualquer outro animal que é abatido,mas “muita gente não liga “ e provavelmente a “matança continue”. 

Os animais na nossa sociedade ainda estão vulneráveis, pois embora existam leis que os protegem geralmente não punem ninguém quando elas  são infringidas.Uma das principais causas é que não há fiscalização, que vem em consequência  de uma preocupação maior sobre outros assuntos aqui no Brasil.Num país como o Brasil onde a ignorância dos direitos é quase que uma constante,faz com que essas leis passem despercebidas gerando um desrespeito enorme pois acredita-se que não haverá punição.É ai que aparece a degradação,a violência, a falta de amor que recebem tantos animais.

É preciso que no Brasil haja uma conscientização ou pelo menos um debate nesse respeito,até mesmo porque foi por esse motivo que escolhi falar sobre esse tema.Os animais merecem respeito como qualquer outro ser vivo!É o que diz a Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

Referências Bibliográficas:

(1) www.vivabicho.org.br

(2) http://pt.wikipedia.org/wiki/Farra_do_boi

(3) www.farradoboi.org

(4) www.ciência.bsw.uol.br/animais-em-laboratório

(5) www.fiocruz.br/animais de laboratório

(6) www.geocities.com/visita a matadouro

 

 

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